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26/03/2024Tumor em parótida
A parótida é uma glândula salivar. Está localizada na região na frente da orelha e é responsável por produzir grande parte da saliva que é enviada para nossa boca.
É um órgão que raramente é acometido por tumores. Porém algumas pessoas podem desenvolver a formação de células diferentes e que crescem de forma anormal e irão formar tumores nesta glândula.
Felizmente 80% dos tumores localizados em parótida são de natureza benigna. Entretanto, a sua grande maioria necessita de cirurgia. Isso acontece porque é uma região bem sensível do nosso corpo. Pode proporcionar sensação de uma bola estranha no rosto quando comemos, pode virar esteticamente um problema quando tem tamanho maior ou o paciente é magro.
Além disso, alguns tumores na parótida podem se transformar em malignos ou podem nascer malignos.

Fonte: acervo pessoal
A maioria dos tumores benignos da parótida são chamados adenomas pleomórficos. São tumores formados por células adormecidas que nascem a partir das células sadias da parótida. Crescem lentamente e tem chance de se tornar maligno após alguns anos. São tratados com cirurgia de remoção do tumor sem necessidade de retirada total da parótida.
Entre os tumores benignos de parótida, o segundo mais comum é o tumor de Warthin ou cisto adenoma linfomatoso papilar. São tumores de conteúdo mais líquido que podem acometer os dois lados em 50%. Não se transformam em malignos, porém tem potencial de crescimento com o passar dos anos. O que para pacientes jovens pode ser um problema.
Tumores malignos são 20% dos casos. Entre eles, linfomas, carcinomas adenóide císticos e carcinomas muco epidermóides são os mais comuns. Costumam ter crescimento acelerado comparado com os tumores benignos. Além disso, podem invadir o nervo facial e levar a paralisia facial.
A cirurgia ainda é a melhor opção no tratamento dos tumores benignos e malignos de parótida.
Para realizar a cirurgia, o médico cirurgião de cabeça e pescoço precisa isolar e preservar os ramos do nervo facial de forma minuciosa a fim de não causar paralisia facial no paciente. Para isso, a delicadeza na cirurgia e a utilização de lupas e monitores para identificar e avaliar o nervo são muito importantes atualmente.

Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de anatomia humana. 7ª RIO DE JANEIRO: Elsevier, 2019, 602 p.




